Sites Grátis no Comunidades.net
ENQUETE
QUAL TECNOLOGIA É MAIS IMPORTANTE NA ESCOLA?
PROINFO
PARANA DIGITAL
TV 'LARANJA' SALA DE AULA
TABLET AOS PROFESSORES
TV PAULO FREIRE
DATA SHOW
LOUSA DIGITAL
DVDs
Ver Resultados






Partilhe este Site...

Veja
Não diga que a canção está perdida
Tenha fé em Deus, tenha fé na vida
Tente outra vez

Beba
Pois a água viva ainda está na fonte
Você tem dois pés para cruzar a ponte
Nada acabou, não não não não

Tente
Levante sua mão sedenta e recomece a andar
Não pense que a cabeça agüenta se você parar,
não não não não
Há uma voz que canta,
uma voz que dança,
uma voz que gira
Bailando no ar

Queira
Basta ser sincero e desejar profundo
Você será capaz de sacudir o mundo, vai
Tente outra vez

Tente
E não diga que a vitória está perdida
Se é de batalhas que se vive a vida
Tente outra vez


Link: http://www.vagalume.com.br/raul-seixas/tente-outra-vez.html#ixzz2k0W3PSyd

Dina e Servino os anciãos
Dina e Servino os anciãos

Os anciões

 

Nessa crônica, um conto resumido da vida de um casal de anciôes.

Ela com setenta e treis anos de idade e ele com mais de oitenta. Cinquenta e oito anos de convivencia. Uma vida inteira de sofrimentos, lutas e compromissos.

Servino nasceu num lugar chamado Apucarana Grande, praticamente um povoado na região do vale do ivaí, norte centro do Paraná. Até os dezessete anos, sempre junto da família, teve que migrar várias vezes por diversos povoados e passou por uma dolorida experiência: ver o pai abandonar os trinta e dois alqueires de terra, perder a plantação e todos os trabalhos realizados nela.

Aos dezessete anos de idade, o Paraná vivia um tempo de muita pobreza e em meio a essa tristeza, um momento de alegria. Conheceu Dina.

Dina nasceu no povoado Ervá de Baixo, também na região do Vale do Ivaí, norte centro do Paraná. Com sua família também viveu muitas migrações. De cidade em cidade, povoado em povoado, teve que enfrentar momentos difíceis e inesquecíveis na infância. Aos oito anos perdeu a mãe; aos doze perdeu um irmão de dezoito anos.

Quando Dina tinha doze anos de idade, o pai ficou doente. Como tinha medo de morrer prometeu a filha em casamento a Servino, pois queria que ficasse menos filhos para serem tratados. Servino tinha dezessete anos.

O primeiro encontro dos dois ficou marcado para o resto da vida, pois Dina estava com o vestido rasgado. Esse foi o dia que ela conheceu Servino. Porém, uma irmã de Servino impediu o casamento porque achou que Dina era muito nova, de modo que Servino e Dina casaram-se mais tarde, ele aos vinte e dois anos e ela aos dezesseis.

A celebração do casamento aconteceu numa casa porque não havia capela. Após o casamento forma morar com os pais de Servino.

Da primeira gravidez, logo que nasceu a criança não tardou a falecer. Na segunda gravidez a criança nasceu antes do parto.

E o casal não parou de migrar. Foram muitos os povoados e cidades que tiveram que morar. Rio Preto, Rio Branco, Rio das Antas, Ervá de Baixo, Apucarana Grande, Reseva. Tudo no Vale do Ivaí, Paraná.

Entre as andanças finalmente nasceram os filhos e filhas.

Em 1974 vieram morar em Curitiba, na favela do Atalho, junto de centenas de famíias na mesma situação precária. Na favela, se juntaram as demais famílias e formaram uma Associação de Moradores que chamaram de Profeta Elias. Além disso, criaram uma CEBś, Comunidade Eclesial de Base, onde Dina e Servino demonstravam sua fé e religiosidade.

Graças a Associação de Moradores nunca mais migraram. Servino arrumou emprego numa grande indústria onde trabalhou até aposentar-se e pode criar os filhos e filhas e verem todos os netos e netas nascerem e crescerem.

Foi na Comunidade que aprenderam que eram pobres, mas unidos, os pobres são fortes e podem conquistar tudo que lhes falta.

Uma coisa porem nunca abriram mão: manter a família unida e diziam que estando juntos, um perto do outro, um ajudando o outro, era a maior riqueza e o melhor jeito de enfrentar os problemas.